O lado B
Gostei dessa expressão para definir a resistência.
Resistência é uma boa palavra. Quem é resistência, é desde sempre. Desde a colonização, houve pessoas que se levantaram contra a violência, a exploração e a injustiça.
Ao longo da história, as elites cometeram inúmeros abusos. Guerras foram travadas, povos foram dizimados e, em muitos momentos, até instituições religiosas se tornaram parceiras de estruturas que alimentaram conflitos e sofrimento.
Ser do lado B é exatamente isso: recusar a naturalização da violência e das injustiças. É posicionar-se contra a perseguição de minorias, contra os abusos de poder e contra os excessos de um capitalismo que, muitas vezes, transforma a ganância em virtude e deixa tantas pessoas adoecidas.
Não é uma questão partidária. É uma questão de humanidade.
Gostamos de estar ao lado daqueles que nunca aceitaram uma estrutura que produz exclusão, desigualdade e sofrimento. Isso é ser do lado B.
Enquanto o lado A das injustiças insiste em manter privilégios por meio da competição desenfreada e da concentração de poder, o lado B escolhe a solidariedade, a dignidade e a defesa da vida.
Povos indígenas, pessoas negras, mulheres, pessoas LGBTQIA+, imigrantes e tantos outros grupos continuam enfrentando diferentes formas de violência, discriminação e desigualdade.
O lado B existe para resistir. E continuará fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para defender a vida, ampliar oportunidades e enfrentar as injustiças que, há séculos, atingem aqueles que sempre tiveram menos voz e menos poder.
Glauco Viana
Enviado por Glauco Viana em 01/08/2026