Quando eu for embora
Quando eu for embora, o mundo dirá: "Puxa vida..."
Foi-se a complexidade patológica que desejava saúde para todos.
O dentista doido que, de tantas aventuras inusitadas, caiu em descrédito.
O metido a poeta, viciado na arte de fazer os outros sorrirem.
"Puts... que merda."
Não suportou os traumas nem as injustiças permitidas.
Morreu sozinho, sufocado pela falta de compreensão.
Chamaram-no de mentiroso justamente porque insistiu em viver contra a mentira que enxergava no mundo.
Foi-se a loucura corajosa de ser um louco disponível a todos, menos a si mesmo ( seu maior erro, sua pior morte)
Glauco Viana
Enviado por Glauco Viana em 16/07/2026