Pesado
Tem algo que tem pesado no meu coração ultimamente.
Quanto mais eu penso sobre a história do mundo, mais difícil fica ignorar um padrão: decisões que moldaram a vida de milhões quase sempre estiveram nas mãos de poucos, e nem sempre com justiça, empatia ou responsabilidade.
É impossível não sentir um aperto ao perceber que, ao longo dos séculos, tanta coisa foi construída sobre dor, exploração e silêncio. E o mais inquietante é perceber que muitas dessas estruturas ainda continuam, só que com outras formas, outros discursos… às vezes mais difíceis de enxergar.
Hoje a gente tem mais acesso à informação, mais consciência, e isso é ao mesmo tempo libertador e doloroso. Porque ver é impossível “desver”.
Eu não acredito que tudo esteja perdido. Mas também não dá pra fingir que está tudo bem.
Talvez o que mais incomode não seja só o que aconteceu… mas o quanto ainda parece se repetir.
No meio disso tudo, fico pensando: que tipo de mundo a gente quer continuar construindo? E até quando vamos aceitar certas coisas como normais?
Não tenho todas as respostas. Só sei que não quero mais olhar pra tudo isso com indiferença.
Sentir, questionar e refletir também é uma forma de não se calar.
Glauco Viana
Enviado por Glauco Viana em 05/04/2026
Alterado em 05/04/2026