A seita roubou nossa Bandeira
Poucos se atentaram à ideia maquiavélica de transformar a bandeira do Brasil em marca registrada da seita bolsonarista.
Assistia agora a uma dupla se apresentando vestida de verde e amarelo. Fui pesquisar o histórico político dos artistas. Como esperado: adeptos do conservadorismo cristofascista que se espalhou pelo país, sequestrando nossas famílias, nossa fé, nossas igrejas, nossa polícia — e o próprio sentido de Deus.
A bandeira do Brasil virou símbolo das mortes evitáveis da pandemia.
Virou símbolo de políticos e líderes religiosos envolvidos em crimes hediondos.
Virou estampa de produtos associados a um presidente conhecido mundialmente como um dos mais perversos de seu tempo.
Que lástima.
Que raiva.
Que tristeza profunda.
É doloroso pertencer a um país que permitiu entregar seu maior símbolo nacional a uma seita política que celebra a morte, cultiva a homofobia, vive de fake news e idolatra torturadores como Brilhante Ustra.
O mais cruel é a sensação de não haver a quem reclamar. O barulho é tão grande que tenta se impor como consenso.
Mas não é.
O Brasil não é isso — embora hoje carregue as marcas de ter flertado perigosamente com o fascismo. E enquanto não disputarmos de volta nossos símbolos, nossa história e nossa memória, o dano continuará sendo tratado como normalidade.
Glauco Viana
Enviado por Glauco Viana em 10/02/2026