Na dependência das Instituições, o mundo morreu.
Os líderes criaram uma sociedade de obediência, hierarquia e competição.
Sempre foi assim: o rico manda, o pobre obedece. E nenhum artigo penal salva o injustiçado, porque o injusto comanda até a Justiça.
Foram eles que ergueram igrejas, parlamentos e leis; que inventaram dogmas e puseram a favela para limpar suas casas,
cozinhar seus banquetes e carregar seus luxos.
A vida é, desde o nascimento, uma sentença de classe.
Não adianta ler livros sagrados tentando compreender o porquê.
A religião também é cúmplice, e muito.
Os políticos, os militares, os diplomatas: todos participam da mesma ceia.
Há um modo de vida sonhado pela maioria, onde quem é rico manda incondicionalmente.
(Afinal, a polícia não bate em loira da Faria Lima.)
As instituições são movidas pela escada social:
Classe A no topo, Classe E no fim.
E sempre será assim até que alguém ouse mudar a ordem do jogo.
A única força capaz de arrancar o poder dos malvados seria a redistribuição de renda por meio de políticas públicas.
Mas quem manda na porra toda é quem controla essas políticas.
E eles nunca deixarão de mandar.
Glauco Viana
Enviado por Glauco Viana em 02/11/2025