AS ESCOLHAS
Há um momento da vida em que a gente começa a olhar para trás e perceber que muitas dores, muitos tropeços, nasceram de algo simples: as escolhas.
Elas parecem pequenas no instante em que são feitas, quase invisíveis. Mas o tempo, com sua paciência implacável, mostra que cada uma delas carrega um peso que pode mudar destinos inteiros.
Quantos anos se arrastam por causa de problemas que começaram com uma decisão mal pensada?
Quantas vezes deixamos de escolher — por medo, por covardia, por achar que a vida decidiria sozinha por nós — e acabamos sendo levados pela correnteza dos acontecimentos?
Hoje, com a maturidade sentada ao nosso lado, entendemos que escolher é um ato de coragem.
Não basta deixar a vida acontecer: é preciso alimentá-la com escolhas conscientes, acordadas, feitas de olhos abertos.
As escolhas precisam de refeição diária — atenção, responsabilidade e, acima de tudo, coração.
O mundo seria outro se houvesse mais coragem nas escolhas.
Talvez houvesse menos guerras, se uma simples assinatura fosse guiada pela sensatez.
Menos fome, se as decisões de quem governa fossem tomadas com empatia.
Menos dor, se cada um de nós pensasse um pouco mais antes de agir, de ferir, de trair, de desistir.
No fim, não existe o certo ou o errado absoluto.
Depois de escolhida, uma decisão não volta.
Todo erro da humanidade nasceu de más escolhas de pessoas más — e o mais curioso é que somos nós, pessoas boas, que as colocamos lá, para escolher por nós.
Por isso, talvez o grande segredo da vida esteja em algo simples: fazer boas escolhas.
Escolhas que não prejudiquem a nossa própria história, nem a história dos outros.
Porque escolher é, no fundo, o jeito mais humano de escrever o nosso destino.
Glauco Viana
Enviado por Glauco Viana em 30/10/2025