Era uma vez um homem
Era um homem polêmico, gritante, ofegante de tanto pedir justiça.
Traído, assediado moralmente pela corrupção, calou-se.
Morreu-se.
As armas dos guardas, o salto da diretora corrupta, a presença da ex maligna —
foram tapas de luva de prego.
“Socorro, família, me roubaram.”
— Se vira, também roubamos você.
Agora restam apenas o silêncio
e a injustiça que se disfarça em chantagem.
Glauco Viana
Enviado por Glauco Viana em 04/10/2025